Continuando com as ações conectadas ao Jubileu 2025, a Arquidiocese de Passo Fundo, realizou no dia 30 de março a Peregrinação dos catequistas.
Para conversar conosco sobre este momento de intensa espiritualidade, convidamos a coordenadora da catequese da Catedral, Nara Rorato, para contar para nós um pouco do que foi essa belíssima experincia.
Com o lançamento da bula Spes no confundit o Papa Francisco proclama a abertura do ano Jubilar e convida a todos para uma preparação espiritual e profunda, tendo como sustentação a esperança. Na peregrinação, para os catequistas, no espírito do ano Jubilar, o que foi mais marcante e que lhe fez aumentar a conexão com Deus, com o próximo e com você, na missão catequética?
Nara Rorato: Após todas as reflexões propostas, o momento mais marcante foi quando fomos convocados a peregrinar até o altar de Nossa Senhora Aparecida. Os catequistas da Arquidiocese a caminho, rezando e cantando unidos num único propósito: ser sinal de esperança.
Um dos pontos de destaque da Spes no confundit é a centralidade da oração e da Palavra de Deus. O Papa nos diz que a “escuta da Palavra de Deus alimenta a esperança e fortalece o coração”. Como você percebe que esta mudança das “aulas de catequese” para uma verdadeira Iniciação à Vida Cristã (IVC), isto é, uma mudança estrutural e conceitual que cria uma experiência de verdadeiros encontros com o Sagrado, tem contribuído para catequistas e catequizandos se alimentarem na Palavra de Deus?
Nara Rorato: A mudança para o método foi um passo muito importante, porque a centralidade dele é a Palavra de Deus através da leitura orante. Todos os encontros propostos no IVC tem um texto bíblico que norteia a reflexão. Os catequistas ao prepararem o encontro precisam ler, reler e entender o texto. O próprio método nos ajuda a entender o texto ao respondermos as questões sobre o que o texto diz. Na catequese a Bíblia é manuseada, textos são destacados, marcados muitas vezes com marca texto. Ao chegarem na última etapa Crisma 2, é bonito ver a bíblia dos catequizandos desgastada pelo uso.
A Catequese é tão especial para nossa amada Igreja, pois é um serviço fundamental para a transmissão e ensinamento da nossa fé que em 2021 o Papa Francisco, através da Carta Apostólica Antiquum Ministerium, a elevou para ministério laical. Quais são, na sua opinião, os principais desafios dessa vocação pertencente aos leigos, mas em íntima ligação com o clero?
Nara Rorato: Ser catequista é um chamado. Este chamado é mais fácil de seguir pois requer disponibilidade, boa vontade e ter fé profunda em Jesus Cristo. O ministério laical como catequista exige uma participação mais ativa na comunidade; exige formação bíblia, teológica, pastoral e pedagógica como é ressaltado na Carta Apostólica Antiquum Ministerium. Preencher estes quesitos é o grande desafio para este ministério.
Por fim, como continuar a ser um Peregrino de Esperança, em meio a tantas influências externas e internas, que por muitas vezes, impactam na edificação da comunidade cristã gerando ruídos na transmissão da fé?
Nara Rorato: Continuar firmes em nossa fé em Jesus Cristo, dando testemunho sem medo, anunciar Jesus com alegria. Ser como Maria, que mesmo nos momentos de dor permaneceu firme. Que apesar das angustias, das propostas externas que o mundo propõe , continuemos a manter viva a chama da esperança como cantamos no refrão do Hino Jubilar, confiando no Senhor e na espera confiante dos novos céus e da nova terra.
